Puta: Filha que te Pariu!

Data(s) e Horário(s): 01/03 às 18:00h, 08/03 às 18:00h, 15/03 às 18:00h, 22/03 às 18:00h, 29/03 às 18:00h

Local: Rua Gamboa de Cima 03, Centro (ao lado do Quartel dos Aflitos)

Preço: 20,00 (inteira) e 10,00(meia entrada)

Mais Informações

Com criação e interpretação da Mestre em Artes Cênicas Elaine Bela Vista, numa narrativa caminhante, estreia no Teatro Gamboa Nova a obra Puta: Filha que te Pariu!, que associa elementos de performance, intervenção e teatro para tratar a questão do ‘ser mulher’, realçando e fortalecendo a luta mundial pelo combate ao machismo e feminicídio.

 

As apresentações começam dentro do Gamboa Nova e se deslocam por lugares próximos, denominados ‘estações’, como uma procissão pelas ruas adjacentes no sentido de chamar a atenção para as absurdas violências advindas do sexismo a que todas as mulheres estão submetidas.

 

“Trata-se da utilização de vozes representativas, que reforçam um chamado à insubordinação de mulheres através de uma estética penífera e cortante, na construção de um projeto de emancipação e empoderamento” – completa Elaine, que é atriz, performer, educadora e mãe-solo. Seu objetivo é abrir um diálogo acerca das questões de gênero, sob uma perspectiva feminista, engajada no propósito de desconstrução do patriarcado que objetifica as mulheres e as sobrecarregam, principalmente nas dimensões mulheres/mães.

 

O experimento cênico visa trazer à tona as questões de gênero e classe, a partir do uso e problematização do termo PUTA, utilizando-se de uma auto-dramaturgia com recortes e costuras de textos da literatura de autoria feminina, a exemplo de Rita Santana, Daniela Galdino, Clarice Lispector, Cidinha da Silva, bem como letras de músicas de compositoras mulheres.

 

Os temas tratados variam entre abuso sexual, pedofilia, prostituição, cultura do estupro, assédio, a morte do amor romântico, fé, entre outros espinhentos temas, na esperança de exorcizar os demônios pessoais da artista criadora dessa obra e conseguir propor uma discussão franca e necessária acerca das mazelas que devem ser extirpadas.

 

Março é também o mês internacional da luta das mulheres e o solo foi pensado para estrear nessa data simbólica com vistas a manifestar o pensamento de que há formas estéticas de protestar contra as absurdas violências a que todas as mulheres estão submetidas em tempos tão sombrios de retrocessos nas leis e na própria experiência de democracia.

 

Classificação: 14 anos

 

Ficha Técnica

Criação e Interpretação: Elaine Bela Vista

Direção de movimento: Rita Brandi

Iluminação: Larissa Lacerda

Operação de Luz: Lorena Lisboa

Sonoplastia e direção de arte: Matheus Menezes

Produção: Sidnaldo Lopes

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