Coreopolítica e Lançamento do livro Performance-arte: modos de existência

Data(s) e Horário(s): 07/04 às 15:00h

Local: Rua Gamboa de Cima 03, Centro (ao lado do Quartel dos Aflitos)

Preço: gratuito

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Dentro dos debates acerca do corpo e o que ele pode manifestar, temática do mês da dança no Teatro Gamboa Nova, o Abril O CORPO – 2018 promove uma série de bate-papos entre público e pesquisadores. Um deles terá como tema Coreopolítica, que abordará fazeres que articulam a ‘coreografia’ como prática política, conceito definido pelo brasileiro André Lepecki.

 

Um dos convidados do dia é Giltanei Amorim, que falará sobre coreografia na contemporaneidade, onde acontecem, quais possíveis entendimentos para a noção política, entre outras questões e observações importantes desta temática. Amorim é artista, pesquisador e produtor cultural, licenciado e mestre em dança pela UFBA. Em suas criações destacam-se os espetáculos e performances Inbox, A Vácuo, Um Alemão Chamado Severino, Canto Piu, Nó e Barricada. Articulando dança e política tem circulado por vários estados brasileiros e por diferentes países como Argentina, Espanha, Alemanha e México. 

 

Outra artista presente para abrir a possibilidade de discussão, a partir de suas experiências estéticas, é Nirlyn Seijas. Artista da dança, venezuelana, mora em Salvador há oito anos. Trabalha com o Coletivo Deslimites produzindo trabalhos artísticos, curadorias e projetos de formação. Recentemente tem se voltado para os estudos de arte, política, curadoria e feminismos  - sempre numa perspectiva descolonizadora. Atualmente desenvolve, no doutorado do IHAC-UFBA, uma pesquisa sobre mulheres artistas latino americanas que fizeram resistências à sistemas autoritários e machistas.

 

Lançamento do livro Performance-arte: modos de existência

No mesmo dia acontece o lançamento do livro Performance-arte: modos de existência, de Ludmila Castanheira, que é um livro-performance, de performance, sobre performance, inegavelmente feito com o corpo: músculos e secreções no encontro com outros corpos que o habitam.

 

“Desenha contornos tênues sobre os trabalhos idiossincráticos de performeros e performeras, capturando-os momentaneamente em suas trajetórias fragmentadas. Ao tomar parte nesses deslocamentos, este livro convida a participar das fricções em que o Eu se desmantela: no livro, a amizade é tomada como potência política, e quer fundar territórios de partilha” – fala a autora, que é doutora pela Universidade Estadual de Campinas – SP (2016), performer, professora e, desde 2008, articuladora dos Festivais de Apartamento - eventos de performance arte, livres de curadoria, que ocorrem em casas de artistas que se dispõem a abrigá-los.

 

Ludmila, aguçando a curiosidade do público, ainda completa: “Este livro depende da disponibilidade alheia...ele chama à criação de um conjunto de condutas qualificadas a partir das quais furar, dobrar, amassar, recriar práticas cotidianas: os “modos de existência”, deliram sobre a possibilidade de reaver nosso envolvimento na recriação de nós e do mundo.”

 

Classificação: Livre

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